Sentindo que o mundo anda mais depressa que eu
Parado numa apatia de uma vida que não escolhi
Pensamentos que pairam, momentos que passam
Coração que pouco sente
E mente que se desliga,lentamente.
Um vazio onde não devia existir
Um fado que se volta a repetir
Paciência que se esgota
Esperando um grito de revolta
No entanto,as consequências são muitas
Demais,talvez, para eu aguentar
Demais,talvez, para destruir
Demais,talvez, para me encontrar
Até que ponto consigo dar a volta
E voltar a reprogramar este ciclo
O que será que poderá mudar?
Será que realmente preciso?
Preciso,mas não posso.
Ou será que não devo?
Outra oportunidade terei de dar?
Só me resta esperar,
Esperar até não mais poder.
Magoar-me até eu estoirar
E dar outra volta,outra vez.
Até que ponto terei de sacrificar?
Até que ponto poderei me satisfazer?
Até que ponto o meu coração poderá aguentar
Até que a mente o desfaça de vez?
Questões aos quais tenho a resposta,
Não absolutas, mas substanciais,
Porém há demasiado em jogo
Só o tempo poderá definitivamente responder.
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